quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Segurança OT: o 4,4 no PCM600 que abre o relé de proteção

PCM600 tem nota 4,4. É o programa que reescreve os ajustes dos seus relés de proteção. Na escala de 0 a 10, 4,4 é "moderado". É a nota que não sobe na fila de prioridade de nenhum comitê — e que por isso mesmo fica aberta por meses. O PCM600 é o gerenciador de IEDs da Hitachi Energy. Lê e grava toda a configuração de um relé de proteção com um único comando. Roda no notebook de engenharia e alcança o relé por TCP/IP pela rede corporativa, ou pela porta na frente do equipamento. Guarde essa frase: pela rede corporativa. Não é preciso invadir a subestação. Basta o notebook que já tem permissão para entrar nela. O relé confia nele porque foi projetado para confiar. O CVSS mede a falha do programa. Não mede o que o programa faz. É a lógica da chave do carro: a chave não é perigosa. O que ela abre, sim. A falha é path traversal no componente de descompactação. Um arquivo zip forjado grava onde não deveria. O aviso saiu em abril. A correção, na versão 3.1 SP4, segue marcada como "planejada". Sem data. No mesmo dia, dois avisos mais graves saíram para o mesmo setor. Um produto de comunicação com leitura de arquivo e senhas sem autenticação: 8,7. Um de controle com escalada local para root pelo kernel do Linux: 8,8. Comunicação, controle e engenharia. Três elos, um fornecedor, um setor. Pergunta que só quem opera planta responde: quantos notebooks na sua empresa conseguem alcançar um relé de proteção neste momento, e quem autorizou cada um? Comente DIAGNÓSTICO que eu envio as 12 perguntas que uso para avaliar maturidade em OT. #CibersegurançaIndustrial #SegurançaOT #EnergiaElétrica #IEC62443

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